Mesmo com decreto, casas de umbanda também se manterão fechadas; associação pede cautela para o candomblé durante o ritual do Sagbejé | Bahia

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    Assim como os terreiros de candomblé, as casas de umbanda também não vão retomar as atividades em Salvador, mesmo com o decreto da prefeitura autorizando a reabertura.

    O decreto, que impõe regras rígidas para o funcionamento, começou a valer no dia 24 de julho, após a capital baiana ter conseguido, por cinco dias seguidos, manter a ocupação dos leitos de UTI de tratamento da covid-19 abaixo dos 75%. Shoppings, comércio de rua e templos religiosos estão liberados nesta primeira fase.

    A sacerdotisa Romilza Medrado, do terreiro umbanda Força e Luz, no Engenho Velho de Brotas, diz que há um consenso entre as lideranças religiosas para manter as casas fechadas ao grande público.

    “Ainda há muito risco de contaminação. E na umbanda, o contato é um elemento fundamental. Os atendimentos são feitos, com abraços, toques e, por isso, não podemos reabrir sabendo que isso pode ser um risco para tanta gente”, diz.

    Mãe Romilza, aos 62 anos, pontua ainda que o terreiro não fechou completamente durante a pandemia, mas os atendimentos estão sendo feitos de forma adaptada, com pouca gente na casa ou por meio das plataformas virtuais.

    “A gente não deixou de atender pessoas aqui no nosso espaço. Esse é um momento que muita gente está precisando de um apoio espiritual. Mas, quando fazemos isso, recebemos apenas uma pessoa e tomando todos os cuidados, com máscara e álcool em gel. Por outro lado, na internet, fazemos lives, participamos de palestras e encontros, inclusive com líderes de outras religiões”, pontua.

    De acordo com a Associação Brasileira de Preservação da Cultura Ameríndia (AFA) existem atualmente em Salvador 1.738 terreiros cadastrados. O número dos terreiros ativos, no entanto, passa dos 2.000, sendo 96% deles correspondentes a terreiros de candomblé. O número de casas de umbanda gira em torno de 60, ao todo.

    Mesmo com decreto, casas de umbanda também se manterão fechadas; Associação pede cautela para o candomblé durante o ritual do Sagbejé. — Foto: Arquivo Pessoal

    O entendimento que as casas de umbanda devem permanecer fechadas se estende para outros terreiros fora da capital. O Centro de Umbanda Redenção e Caridade, que funciona em Abrantes, no município de Camaçari, também permanecerá fechado neste momento.

    Por meio de nota, o zelador João Gualberto se posicionou dizendo que a medida visa “o bem estar da comunidade e em obediência ao Irmão Guerreiro, que ainda não autorizou atividades com a presença de todos”.

    Em nota, a prefeitura de Salvador diz que “todos os tipos de templos religiosos da cidade estão liberados para funcionar mediante os protocolos geral e específico, sem distinção”. E que “a não reabertura de qualquer templo, em ocorrendo, se dá por livre vontade das suas lideranças”.

    Recomendação ao Candomblé

    Ritual do Sagbejé. — Foto: Aquivo Pessoal

    Por conta do início do mês de agosto, o presidente da AFA, Leonel Leal, emitiu um comunicado pedindo que os terreiros de candomblé de mantenham atentos aos cuidados necessários durante o ritual do Sagbejé.

    A festa é um ritual dedicado Obaluayè (orixá da cura e da doença) e que acontece sempre neste mês. O povo de santo vai às ruas passando o deburu (pipoca) no corpo das pessoas, para distribuir o axé da divindade.

    “O Sagbejé representa a passagem de Obaluayè entre os seres humanos, que devem aproveitar este grande e importante momento de troca de energia, o Axé”, diz Leal.

    Entre as medidas de cautela estão uso de álcool em gel, inclusive antes e depois de passar o deburu entre as pessoas e, durante as oferendas em dinheiro, evitar pegar nas cédulas e moedas diretamente (usar um saco para guardar a contribuição).

    Confira mais informações do estado no G1 Bahia.

    Ritual do Sabejé — Foto: Arquivo Pessoal



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