menores de 18 anos buscam cada vez mais cirurgias para mudar o corpo

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Vaidade. A resposta está na ponta da língua da estudante Mayara Ferreira da Silva, de 17 anos, ao ser questionada o que a levou ao consultório de um cirurgião plástico. Ainda se recuperando de uma lipoescultura com enxerto no glúteo, técnica que usa a gordura do próprio corpo para preencher o bumbum, a jovem conta que o procedimento era um “desejo antigo”. “Não era gorda, mas não tinha o corpo que desejava. Fui ao médico e, com a autorização da minha mãe, decidimos pela cirurgia”, conta.

Casos de pacientes menores de 18 anos que enfrentam o bisturi de um cirurgião plástico no Brasil são cada vez mais frequentes. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos dez anos houve aumento de 141% no número de procedimentos entre jovens de 13 a 18 anos. Das 1.472.435 cirurgias plásticas estéticas ou reparadoras realizadas no País em 2016, ano do último censo da entidade, 6,6% foram em pacientes com até 18 anos, o equivalente a 97 mil procedimentos. Em nenhum outro país há tantas cirurgias desse tipo feitas ainda na infância e adolescência.

A nova geração do estica e puxa chega aos consultórios cada vez mais cedo. O difícil é saber quantos casos são motivados pela vaidade e quantos pela necessidade. A linha que separa a cirurgia plástica estética da reparadora é muito tênue. A própria SBCP não faz essa distinção. “Ao tratar pacientes jovens, a primeira coisa que temos de entender é o processo de crescimento. Para qualquer cirurgia que mexa em estruturas corporais, temos de, sabidamente, não fazer intervenções que possam prejudicar a curto, médio ou longo prazo o paciente”, explica o cirurgião plástico Pedro Ruguê.

Na prática, não existe uma idade mínima para realizar os procedimentos. Porém, a cirurgia plástica por motivos estéticos em adolescentes costuma dividir a comunidade médica. “Como cirurgião plástico, sempre tento prezar pela saúde do paciente e de maneira nenhuma oferecer algo que não seja benéfico. Para esses pacientes, precisamos tomar muito cuidado e enfatizar na consulta os riscos e os benefícios do procedimento. Ele precisa entender que a cirurgia plástica é algo mais complexo. Não pode ser comparado à compra de um objeto que traga felicidade imediata”, enfatiza o médico.

As operações mais comuns para quem tem menos de 18 anos são a rinoplastia (plástica no nariz) e o aumento das mamas. Entre adolescentes do sexo masculino, a maior procura é devido à ginecomastia, o hiperdesenvolvimento da glândula mamária. “É um problema que traz muitos transtornos sociais. Além do acompanhamento com o cirurgião plástico, a pessoa mais apta a fazer a redução da mama, é importante que o jovem passe por um endocrinologista, pois os exames hormonais do paciente devem ser verificados para encontrar a causa dessa ginecomastia”, explica Pedro Ruguê.



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