Medo entra na rotina de dentistas e pacientes – Diário do Grande ABC

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Não é novidade que as pessoas evitam ir ao dentista, buscando o profissional, normalmente, em casos extremos. Entretanto, durante o isolamento físico imposto pelo governo estadual, as visitas de rotina aos consultórios tiveram que, de fato, ser deixadas para depois. Mas, assim como as demais consultas, exames e cirurgias, os procedimentos elencados como de urgência e emergência estão sendo realizados normalmente, assim como em situação de dor, infecção e alguns problemas estéticos. Os riscos, porém, parecem maiores, já que o local tratado é a boca, uma das principais portas de entrada para o novo coronavírus, o que colabora com o fato de pacientes prorrogaram ainda mais a procura pelos especialistas.

O caso de Guilherme La Padula Lopes, 25 anos, porém, não podia esperar, já que o jovem fez cirurgia de ATM (Articulação Temporo Mandibular) em janeiro. O operador de telemarketing teve de dar continuidade ao tratamento, sobretudo com cuidados pós-operatórios, em plena pandemia. “No início senti um pouco de medo de ir ao dentista por causa da Covid-19. Mas tomei todos os cuidados necessários, assim como a clínica, e fiquei mais tranquilo. Está dando tudo certo”, ressaltou.

Embora os profissionais da área assumam que o tratamento dentário seja mais propício ao contágio da Covid-19, eles explicam que para poder atender casos urgentes redobraram os cuidados, sobretudo com higiene e paramentação.

O dentista Murilo Perrella ressaltou que o CRO (Conselho Regional de Odontologia), em princípio, exigiu que os tratamentos odontológicos fossem suspensos, medida esta que, com o passar dos dias, foi afrouxada, dando liberdade para que os profissionais avaliassem cada caso individualmente, atendendo àqueles que fossem necessários, sobretudo bacterianos.

Na clínica de Perrella, em São Caetano, além de adotar procedimentos de desinfecção e intensificar o uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), os pacientes têm de usar propés – espécie de proteção de sapato – quando chegam ao consultório. “Esta história de que tem de deixar de ir (ao dentista) eu discordo. Sobretudo se for caso de bactéria, como problemas na gengiva e canais. Tem de tratar para que o quadro não seja agravado e propício a outras contaminações (como o novo coronavírus)”, comentou Perrella.

Cirurgião bucomaxilofacial, especialista em disfunção temporo mandibular e dor orofacial, Igor Leitão Marques ressaltou que uma das medidas adotadas nos consultórios odontólogos foi marcar consultas em horários mais espaçados, buscando, assim, evitar a contaminação. “O principal risco de ir ao dentista neste período de pandemia é de haver contaminação cruzada, ou seja, entre paciente e dentista, ou até mesmo entre pacientes (na sala de espera). Além disso, pelo fato de a cavidade oral possuir um grande número de bactérias, é mais arriscado que tenha o contágio” explicou o especialista.

Marques reforça que as pessoas também devem ter cuidado excessivo antes de se expor ao consultório. “Os pacientes devem utilizar máscaras e, além disso, reforçar a higiene oral”, recomendou, dando dicas de como usar fio dental, escovar os dentes e língua, além de usar enxaguantes bucais.

Em suas clínicas, em São Bernardo e Mauá, Marques incluiu ainda alguns procedimentos como aferição da pressão arterial e temperatura corporal, além de avaliar batimentos cardíacos e a saturação de oxigênio no sangue de seus pacientes.

O infectologista e professor da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Munir Akar Ayub avalia que todos os tratamentos que não forem urgentes devem ser evitados. “No caso da odontologia, os procedimentos devem ser evitados quando possível para preservar tanto o paciente quanto o dentista. O odontólogo é um grupo importante para infecção, já que se expõe bastante durante o tratamento dentário”, opinou o médico. 



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