Fila de espera para consultas de catarata em Fortaleza chega a 2.326 pacientes – Metro

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Em Fortaleza, o número de pacientes regulados no Sistema Único de Saúde à espera de uma consulta para o diagnóstico de catarata chegou a 2.326. Os dados se referem ao período compreendido entre janeiro de 2019 e 15 de janeiro de 2020, conforme a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). 

Outros 171 pacientes aguardam na fila já para o procedimento cirúrgico da catarata desde o dia 21 de outubro do ano passado. No total, 4.736 fizeram a cirurgia até outubro de 2019.

Conforme a especialista em oftalmologia da SMS, Joana Gurgel, o número citado representa pacientes que possuem suspeita de catarata e precisam da consulta para a confirmação ou negação da doença. “Muitas vezes, o paciente acha que está na lista de consulta de catarata, mas não está. Antes, ele precisa passar pela solicitação da consulta específica para a catarata. Caso contrário, ele vai para uma consulta no ambulatório geral”, explica. 

Joana afirma que os primeiros a serem atendidos pelas consultas são os pacientes com prioridade, como pessoas acima de 60 anos, portadores de diabetes, vírus HIV ou câncer.

“Diante de uma demanda muito grande, nós fizemos um convênio com a Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, no último setembro, para viabilizar mais cirurgias e consultas”, afirma a gestora. A Assessoria da SMS não soube informar sobre a quantidade de consultas e cirurgias dispostas por mês à população. A média de tempo para realizar o procedimento pelo SUS em Fortaleza é de 70 dias. 

Em relação à quantidade de pacientes em fila para consulta, Joana Gurgel diz que “o número de 2.326 pessoas ainda é pequeno, tendo em vista a população de Fortaleza”. 

Doença dos olhos 

 

A catarata é a doença dos olhos em que a visão fica opaca. A enfermidade é responsável por 47,8% da cegueira no mundo e ocorre principalmente em decorrência do envelhecimento, de acordo com informações do Ministério da Saúde. “Com o aumento da expectativa de vida, é normal esse tipo de doença aparecer, principalmente na população idosa”, explica Joana.

Outro caso da doença é a congênita (de nascença) ou provocada por fatores como exposição demasiada ao sol sem óculos apropriados. Entre os sintomas estão visão ‘nublada’, sensibilidade à luz e necessidade de maior iluminação para ler. 

Segundo a oftalmologista Juliana Nunes, o diagnóstico tardio da catarata gera prejuízo na qualidade de vida do paciente, que torna-se dependente de uma terceira pessoa para fazer atividades simples, como se locomover. “Quanto mais tarde o diagnóstico, mais complexa será a cirurgia. A catarata tem graus de endurecimento, então quando é no início da doença, a cirurgia é mais tranquila, já quando é tardio, vai ficando mais dura, tipo uma rocha”, esclarece.

“Quando a catarata é mais envelhecida, nós temos que retirá-la manualmente e não como é feito hoje em dia, com a ajuda de um equipamento. Isso demanda mais cuidados, mais tempo de cirurgia e, consequentemente, mais cuidados no pós operatório”, acrescenta a especialista.  

 



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