Em live da ONU, Marcos Palmeira e Bela Gil defendem sustentabilidade na produção de alimentos – Revista Globo Rural

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(Foto: Reprodução)

Os ativistas ambientais Marcos Palmeira e Bela Gil defenderam nesta sexta-feira (5/6), Dia Mundial do Meio Ambiente, a importância da sustentabilidade na produção de alimentos. Foi durante a live Green Nation, promovida pelas Nações Unidas.

O ator, que é produtor rural, afirmou ser contra a monocultura pelo prejuízo à qualidade do solo e por limitar o acesso ao alimento. “Não é demagogia, o alimento orgânico realmente interfere na saúde. O planeta está doente e através da alimentação orgânica você fecha esse ciclo de preservar o solo, as águas, o produtor. O consumidor deve exigir cada vez mais orgânicos no supermercado”, disse Palmeira.

Segundo ele, o uso de agrotóxicos compromete o alimento e prejudica a sustentabilidade da cadeia produtiva. Quem também defendeu a produção orgânica foi a chef de cozinha Bela Gil, ao dizer que o sistema agroalimentar, como está estruturado atualmente, não é sustentável, pois também há um grande nível de desperdício de alimentos.

Bela Gil classificou como paradoxa a produção em larga escala simultânea à fome no mundo. “Quase 1/3 da comida que é produzida vai para o lixo, criando gases tóxicos, resíduos para o meio ambiente. O que a gente está vivendo hoje, essa pandemia, é consequência de um desequilíbrio ambiental”, declarou.

“Há um paradoxo entre produção para alimentar o mundo e, ao mesmo tempo, ter 800 milhões de pessoas que passam fome e uma grande parcela que está obesa. Mudando esse sistema e tornando mais sustentável, a gente com certeza dá o direito para as pessoas terem uma alimentação saudável”

Bela Gil, chef de cozinha

Para diminuir o desperdício e escoar a produção, a tecnologia tem sido cada vez mais adotada, e a pandemia do coronavírus acelerou este processo. Para Mariana Vasconcelos, CEO da startup Agrosmart, o uso da tecnologia no campo também serve para resolver problemas operacionais e auxiliar para uma produção mais sustentável, como melhor uso da água e de insumos.

“Dá lucro ser sustentável. Já existem modelos que dão lucro, como, por exemplo, o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta, já que a agricultura tem uma ótima oportunidade para sequestrar o carbono. Então, os produtores já estão vendo que vale a pena ser sustentável”, salientou Mariana.



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