Bunny lines: saiba como eliminar as rugas no nariz

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Com certeza você já ouviu falar das rugas apelidadas de “pés de galinha”, certo?  Ela não é o único tipo de ruga que tem o nome relacionado a animais; temos também as “bunny lines”, ou “linhas de coelho”, em tradução livre, que por muitas vezes podem também ser conhecidas por “nariz de coelho”. “Elas são pequenas rugas ligeiramente diagonais nos dois lados do nariz, que começam no canto interno do olho. São linhas de expressão que aparecem quando as pessoas sorriem ou falam. A contração constante do músculo nasal vai deixando marcas que, com o tempo, se aprofundam e viram permanentes, independente da expressão ativa”, explica a Dra. Beatriz Lassance, cirurgiã plástica e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Além do envelhecimento natural, uma causa comum de linhas de coelho é o uso repetido de Botox na glabela – a área entre as sobrancelhas – e na região da testa. “Os músculos de ambos os lados do nariz ficam hiperativos com o sorriso para compensar a falta de movimento na testa e ao redor dos olhos.” Ou seja, injetáveis em demasia na testa e entre as sobrancelhas fazem com que esses músculos fiquem fora de serviço, no entanto outros músculos do rosto trabalham horas extras para mantê-lo sorrindo. “Essa carga de trabalho extra para os outros músculos ao redor do nariz é o motivo pelo qual você pode ver linhas de coelhos”, diz a médica.

Como evitá-las? Bem, as rugas fazem parte do envelhecimento natural, mas bons hábitos podem ajudar a evitar esse problema, principalmente com uma alimentação mais saudável, largar o cigarro e criar uma rotina de cuidados com a pele. Mas o problema é irreversível? Segundo a Dra. Beatriz, uma vez que já tenhamos notado a linha de expressão, quanto antes inserirmos um tratamento, melhor. O tratamento mais eficaz, segundo ela, é a aplicação da toxina botulínica. “A aplicação é bastante simples. Demarcamos o local, e fazemos um pontinho de cada lado do nariz. Os resultados são notados após três dias, e continuam a melhorar nos dias seguintes. Normalmente, duram de quatro a cinco meses”, afirma.

A Dra. Beatriz garante que o tratamento é seguro, mas possui algumas contraindicações: Em pacientes com alteração da imunidade (uso de imunossupressores, quimioterapia, etc) a aplicação da toxina botulínica é contraindicada, pois trata-se de uma toxina e a falta de defesa do organismo pode ser prejudicial. Portadores de doenças em que há alteração de funcionamento da musculatura, como miastenia gravis, por exemplo, também devem evitar, assim como gestantes, uma vez que, nesse caso, não há confirmação se o procedimento é ou não seguro”, completa.

Por fim, a cirurgiã reforça uma questão importante: “A toxina botulínica, bem como qualquer procedimento estético ou cirúrgico, deve ter acompanhamento de um profissional e ser realizado por um especialista de confiança”, finaliza.

FONTE: DRA. BEATRIZ LASSANCE, Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery.

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