Alimentos considerados bons para dieta saudável podem ser vilões

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No livro ’10 Mentiras que o seu médico conta que podem matá-lo’, médico defende o que estaria errado no consumo de alimentos

Você sabia que alguns alimentos considerados bons para uma dieta saudável são, na verdade, vilões? Pelo menos é o que afirma o médico Magno Magalhães, professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e pós-graduado em Dermatologia e Medicina do Trabalho, no livro ’10 Mentiras que o seu médico conta que podem matá-lo’. Na verdade, conforme o médico, alguns produtos alardeados desde os primórdios como benéficos possuem substâncias capazes de causar problemas à saúde, inclusive, desenvolver diversos tipos de câncer.

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Um dos exemplos mais comuns é o ovo que consumimos e é taxado como vilão por conta do colesterol. De acordo com o autor, ele não é um inimigo da saúde. Por sua vez, o colesterol também não é tão mau assim. Já o leite, considerado essencial na alimentação desde os primeiros momentos de vida, tem um lado obscuro.

A atuação dos médicos também é criticada pela troca do ouvir e examinar por exames laboratoriais e de imagem muitas vezes invasivos e lesivos à saúde. “Os médicos tratam do modo científico enquanto seus pacientes continuam consumindo açúcar refinado, margarina, adoçantes perigosos, óleos saturados artificialmente e, assim, caminhando para alguma doença degenerativa grave”, diz o autor.

A publicação alerta ainda sobre o poder das indústrias farmacêutica e alimentícia em relação às substâncias que fazem mal  e, mesmo assim, são usadas na composição de alimentos e medicamentos. “O objetivo é estimular a reflexão sobre os hábitos em relação ao consumo dessas substâncias e como mudanças simples podem trazer benefícios importantes à saúde”, observou Magalhães. “Minha principal intenção é a de lançar um alerta”, garante.

O pode da indústria farmacêutica

“Os médicos são bem treinados para reconhecer inúmeras patologias e conhecer o tratamento de cada uma. Porém, a indústria farmacêutica não os deixa esquecer o universo de medicamentos disponíveis no mercado, cada vez mais caros e cada vez com mais efeitos desconhecidos em longo prazo”, diz um trecho do livro. Em relação às medicações, o texto aponta ainda que os médicos sabem o peso que elas têm, seus efeitos, a dependência que causam. E ainda assim, prescrevem.

Magno Magalhães diz que grande parte dos medicamentos modernos funciona como a cocaína e a heroína, viciam pessoas, as tornam dependentes pelo resto da vida e causam efeitos colaterais. “Em outras palavras, tanto a indústria farmacêutica quanto os médicos não têm trabalhado pela saúde das pessoas”, alerta.

A indústria farmacêutica, na opinião do médico, visa o faturamento, e as drogas mais rentáveis têm como base as estatinas, usadas para baixar a produção de colesterol pelo fígado. “Não é novidade que existe indústria da doença, ela movimenta altos investimentos e lucros no mundo. Não é à toa que o número de farmácias no Brasil mais que triplicou em dois anos”, alerta.

Adoçantes são grandes vilões

Entre as dez mentiras abordadas pelo médico Magno Magalhães em seu livro, está a questão dos adoçantes que, conforme explica, não reduzem o peso e nem evitam diabetes. “A sacarina, por exemplo, é capaz de adoçar 300 vezes mais do que o açúcar, mas é derivada do tolueno, substância química que vem do benzeno. Ambas, altamente tóxicas e cancerígenas”.

Já o aspartame adoça 200 vezes mais que o açúcar e está presente em mais de seis mil produtos alimentícios. Na sua composição tem metanol, álcool de madeira tóxico que, se ingerido, pode cegar e até matar. “Também pode causar enxaqueca, vertigem, câncer de cérebro, distúrbios de memória, leucemia, esclerosa lateral amiotrófica (ELA)”.

De acordo com o médico, a sucralose é um adoçante sintético que tem em sua composição química o cloro e o pesticida DDT usado nas lavouras nos anos 70 e 80. O produto nasceu para ser um inseticida e se tornou adoçante. Por sua composição, ele pode ter efeitos como perda de equilíbrio, diarreia, dor de estômago e síndrome do pânico.

Mas, nem todos os adoçantes são maléficos para o organismo. “A stévia, por exemplo, é uma planta com grande capacidade de adocicar, ou seja, é um adoçante orgânico”, diz o médico Magno Magalhães. Na forma de pó branco, chega a ser de 70 a 400 vezes mais doce que o açúcar natural.

O xilitol também é natural, encontrado nas fibras de muitos vegetais, como o milho e a ameixa. É tão doce quanto a sacarose, mas 40% menos calórico. Outro mocinho é o açúcar de coco, que tem baixo índice glicêmico. É 100% natural e considerado o mais sustentável do mundo. “Para completar, há ainda o agave, originário do México. O produto é um açúcar orgânico que adoça mais do que o mel e com menos glicose”, finaliza.

Abaixo, fizemos um resumo  dos produtos considerados vilões ou mocinhos segundo a visão do doutor Magalhães, em sua publicação.

Leite, melhor não consumir

“O leite é o reflexo da mentira que ouvimos durante anos: ele não fortalece os ossos, tampouco evita a osteoporose”. A explicação está na quantidade de hormônios injetados nesses animais para que o organismo deles entenda que estão amamentando e, assim, produzam mais leite. A fonte é contaminada pela tecnologia, sem contar que a alimentação das vacas é à base de feno, rações, capim-verde, milho, entre outros, todos cultivados à base de agrotóxicos. No leite, de acordo com vários estudos, há índices elevados de agrotóxicos, entre eles os pesados, como chumbo, cádmio e cobre.

Outro problema citado pelo médico é o excesso de antibióticos para conter inflamações provocadas pelo excesso de manipulação mecânica durante a ordenha. Ao consumir esse leite, o corpo humano se torna resistente a esse antibiótico.  O médico ressalta, inclusive, que não existe nenhuma relação entre o consumo de leite e níveis satisfatórios de cálcio no organismo. O excesso de cálcio do leite não é absorvido devido à baixa concentração de magnésio, podendo levar a cálculos renais e contribuem para a artrite.

Intolerância à lactose

O leite tem um açúcar chamado lactose. Para que o corpo consiga digeri-la, é necessária a enzima lactase, cuja produção tem uma queda após a fase de amamentação e deixa de ser produzida após os 40 anos. Resultado: intolerância à lactose.

“O leite cru, sem industrialização ou pasteurização, ajuda na redução de sintomas alérgicos, promove o equilíbrio entre cálcio e magnésio, apresenta lactobacilos vivos que ajudam na absorção de nutrientes, é fonte de bactérias saudáveis digestivas que auxiliam no trato intestinal”, reforçou o autor.

Flúor traz riscos à saúde

O flúor é um mineral que traz grande risco à saúde, mas isso, segundo o médico, é uma informação que a indústria farmacêutica esconde. Assim, o produto continua sendo utilizado na composição de medicamentos, principalmente antidepressivos.

Ele afirma que o flúor se acumula no organismo, já que só metade da quantidade ingerida é eliminada pelos rins. Sua interferência no metabolismo do magnésio pode gerar e agravar quadros de osteoporose, dentes quebradiços, calcificações patológicas, podendo levar a quadros cancerígenos.

“A substância interfere na ação do iodo, que atua na produção de hormônios para a tireoide, aumentando os casos de hipotireoidismo. Além disso, aumenta o risco de fraturas e interfere na produção de colágeno, acelerando o envelhecimento da pele e aumentando o risco de câncer”, alertou.

Ovos não são inimigos

O ovo é um alimento presente na mesa de todos os brasileiros e é taxado como inimigo da saúde por ter altos índices de colesterol. Seu consumo, porém, de acordo com o médico Magno Magalhães, não deve ser restrito a um dia por semana, recomendação feita por vários profissionais. O ovo é considerado o segundo alimento mais completo na natureza, perdendo apenas para o leite materno.

Ele explicou que a clara é rica em proteínas e altamente digestiva. A gema, por outro lado, é a parte mais calórica. Apesar de ter cerca de 213 mg de colesterol, o alimento faz menos mal do que os industrializados. Previne a catarata, é anti-inflamatório e ajuda até no emagrecimento. O único alerta é para os diabéticos, que devem consumir com moderação.

“O acúmulo de colesterol nas artérias vem, principalmente, de comidas industrializadas e fast-foods, associado com deficiência no metabolismo, obesidade, sedentarismo, entre outros. Diante disso, seus efeitos no nível de colesterol não são relevantes e não estão diretamente relacionados ao índice de mortalidade por doenças cardiovasculares”.

Margarina, um grande perigo

A margarina não é um alimento natural e nem orgânico. “Trata-se de uma substância química sintética vegetal. Costumo dizer que a margarina está mais para uma versão pastosa do plástico do que para um alimento que devamos consumir”, diz o médico Magno Magalhães.

Ele relata que a embalagem do produto traz uma composição com gorduras, sódio, potássio, carboidratos, proteínas, vitaminas, cálcio, ferro e magnésio, porém, a indústria esconde os verdadeiros ingredientes do produto, que podem trazer sérios riscos à saúde, como soda cáustica, também usada para fabricar papel, tecidos e detergentes; e ácidos usados em explosivos”.

Glúten mata em silêncio

‘Os cereais são ricos em fibras. Coma-os à vontade todos os dias’. A recomendação, repassada até mesmo por especialistas, não é considerada o melhor conselho, de acordo com o médico Magno Magalhães. Ele explica que, apesar de ser considerado uma proteína, o glúten adicionado para dar forma e leveza aos alimentos, é identificado pelo organismo como um agente invasor. Nas pessoas intolerantes ao produto, há reações como excesso de gases, diarreia, vômito, anemia e até osteoporose. Outras não têm nenhuma reação, mas mesmo sem dar sinais, ele pode provocar mudanças e doenças autoimunes indesejadas que, muitas vezes, podem ser fatais. Obesidade, diabetes, hipotireoidismo e câncer estão na lista.

Colesterol é discriminado

“O colesterol não é o inimigo da nossa saúde que aprendemos a acreditar”, diz. A obesidade e diabetes atribuídas ao colesterol, na verdade, se instalam a partir do excesso de carboidratos. “Quando consumimos pães, bolos e doces, por exemplo, o nível de açúcar sobe rapidamente no sangue”, ressaltou.

Esse aumento, segundo ele, provoca a produção da insulina pelo pâncreas, cuja função é fazer com que o açúcar chegue às células. “Se as células estiverem cheias e não precisarem de glicose, o excesso é rejeitado fazendo com que o açúcar no sangue se eleve, convertendo-se em gordura armazenada. Bem, agora ficou fácil imaginar de onde vêm a diabetes e a obesidade”, esclareceu Magalhães.

A responsabilidade médica e os alimentos

O endocrinologista João Modesto, segundo vice-presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), afirmou que a medicina é uma profissão a serviço do ser humano e da coletividade, sem discriminação de qualquer natureza. Ele explicou que o médico é o grande responsável pelo diagnóstico correto e pela instituição da terapêutica adequada, sabendo como estabelecer um plano de investigação através de exames complementares.

“Nesse sentido, os médicos devem revigorar a relação médico-paciente, o respeito mútuo, a compreensão, o humanismo, a solidariedade e o conhecimento científico”. Defendendo a dignidade da profissão – disse o especialista – ele resgata o papel social que dela se espera, mediante o fortalecimento do caráter profissional e dos aspectos exclusivos e específicos da profissão médica.

“Deixando de lado imperfeições humanas que existem em todas as profissões, lembro alguém que já disse: “Ser médico é sofrido, porém belo. É difícil, mas necessário. É, enfim, tarefa para seres humanos especiais”, completou.

Conselho de Farmácia

A presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF), Cila Estrela Gadelha de Queiroga, afirmou que a entidade fiscaliza os farmacêuticos e não tem competência de fiscalizar a indústria farmacêutica.

“Isso seria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não temos gerência em relação à indústria. Nós, farmacêuticos, sabemos as formulações, orientamos os usuários sobre contraindicações”, enfatizou.

Além disso, conforme a presidente do CRF, todo medicamento tem efeito colateral. Sobre substâncias que causam efeitos em longo prazo, ela explicou que os médicos têm competência para prescrever a medicação correta.

*Texto de Lucilene Meireles, do Jornal Correio



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