A relação da longevidade com as características urbanas – 09/08/2020 – Claudio Bernardes

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​Os fatores genéticos claramente contribuem para a maior longevidade e o envelhecimento saudável. Porém, aparentemente, essa não é a única razão para as pessoas viverem mais e com qualidade de vida.

Estudos científicos mostram que, provavelmente, a longevidade é uma característica poligênica, mas apenas em 20% a 35% dos casos o padrão de envelhecimento pode ser atribuído a questões hereditárias.



Fatores sociais e ambientais, assim como alto nível educacional e socioeconômico, também contribuem significativamente para a longevidade .

Pesquisadores da Washington State University’s Elson S. Floyd College of Medicine analisaram dados fornecidos pelo Estado de Washington sobre as mortes de quase 145 mil pessoas na faixa dos 75 anos de idade ou mais, entre 2011 e 2015.

Os dados incluíam informações sobre a idade e o local da residência de cada pessoa no momento da morte, bem como sexo, raça, escolaridade e estado civil.

Os pesquisadores queriam saber em quais áreas do Estado as pessoas tinham maior probabilidade de atingir a idade centenária.

Para cada bairro, eles calcularam os anos de vida potencial perdida, ou seja, o número médio de anos dos que faleceram teria de continuar vivendo para chegar aos 100 anos.

Bairros com valores mais baixos para anos de vida potencial perdida foram considerados com maior probabilidade de os moradores atingirem a idade centenária e vice-versa.

Com base no local onde a pessoa morava, os pesquisadores usaram dados da Agência de Proteção Ambiental e de outras fontes para atribuir uma pontuação a diferentes variáveis ambientais da vizinhança.

As variáveis analisadas incluíram nível de pobreza, acesso ao transporte público, capacidade de locomoção, porcentagem da população em idade ativa, status urbano-rural, poluição do ar e exposição a espaços verdes.

Posteriormente, eles conduziram uma análise de sobrevivência para determinar quais fatores demográficos e de vizinhança estavam associados a uma menor probabilidade de morte antes da idade centenária.

O estudo constatou que vizinhanças amigáveis a pedestres, com condição socioeconômica mais elevada, e uma alta porcentagem de população em idade ativa estavam positivamente correlacionadas com o alcance da idade centenária.

Os dados de capacidade de locomoção demonstraram que, geralmente, a combinação da densidade de áreas para caminhada, densidade populacional e uso misto estão correlacionados com o comportamento das pessoas no sentido de caminhar com maior frequência e por maiores distâncias.

As pessoas que vivem em bairros com facilidade para caminhada, geralmente, têm fácil acesso a transporte público, alimentação saudável, clínicas, hospitais e outros serviços. Áreas mais tranquilas permitem que as pessoas andem de bicicleta para fins de transporte e recreação, o que, por sua vez, promove a atividade física.

Bairros que podem ser percorridos a pé são especialmente importantes para adultos mais velhos, que podem ter mobilidade reduzida e não dirigirem mais. Provavelmente, eles se beneficiarão em ter um acesso mais fácil à comunidade, proporcionado por bairros com essas características.

Os resultados indicam também que comunidades com idades variadas são benéficas para todos os envolvidos.

Nos bairros com maior diversidade etária, os idosos possivelmente podem experimentar menos isolamento e mais apoio da comunidade.

Embora sejam necessárias mais pesquisas para expandir essas descobertas, os resultados do estudo, mesmo que preliminares, poderiam eventualmente ser usados para criar comunidades mais saudáveis, que promovam uma população mais longeva.



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