A importância do nutrir, cuidar, brincar e estimular na Primeira Infância.

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Os primeiros mil dias de uma criança podem definir hábitos alimentares de uma vida inteira! A contagem começa nos 270 dias de gestação e se estendem pelos 730 dias que correspondem aos primeiros dois anos de vida. Cada vez mais pesquisas mostram que o início da existência do bebê é determinante para criar os padrões físico, emocional, cognitivo e metabólico. A nutrição adequada nesse período influencia a saúde da criança não apenas em curto prazo. Há também um impacto profundo no seu desenvolvimento, o que pode afetar de maneira significativa a qualidade de vida futura.

No que se refere à gravidez, a influência da nutrição materna está intimamente relacionada com a formação e desenvolvimento adequado dos órgãos do feto. As chances de alcançar o objetivo se baseiam na genética, na vitalidade da placenta e na saúde da mãe. Estudos mostram que o tipo de parto também traz consequências para a saúde do bebê. Durante o trabalho de parto, substâncias liberadas pelo organismo materno são importantes para o amadurecimento dos pulmões do bebê. O contato com o canal vaginal durante o parto normal faz com que o recém-nascido entre em contato com bactérias benéficas para a formação adequada da flora intestinal, prevenindo possíveis alergias alimentares.

Após o nascimento, o bebê cresce aceleradamente: durante o primeiro ano, o peso dele quadruplica e o comprimento aumenta em aproximadamente 50%. Uma das melhores formas de garantir esse crescimento saudável, garantindo uma excelente imunidade, é com o aleitamento materno. Já o cérebro da criança, que tem em média 300 gramas ao nascer, atingirá 900 g no primeiro ano, alcançando então aproximadamente 1,5 kg da fase adulta. Ou seja, os primeiros anos de vida são um período crítico para o desenvolvimento do sistema nervoso, que se encontra muito vulnerável ao meio externo e às experiências vividas.

E quando a criança já passou dessa faixa etária e estabeleceu hábitos alimentares ruins? E quando o processo de gestação, parto e pós parto não foram como o esperado? Sabemos que atualmente é difícil conseguir apoio na saúde para um parto mais humanizado, apoio social para o aleitamento materno “prolongado” ou garantir nutrição adequada com o marketing abusivo de produtos industrializados.

 Mas saiba que nunca é tarde para começar. Oferecer uma alimentação saudável na infância, mesmo após os primeiros mil dias de vida, certamente traz contribuições imensuráveis para a saúde! Durante a primeira infância, ocorre uma espécie de programação física e metabólica do que muito provavelmente irá acontecer no resto da vida, configurando um período crucial para a prevenção de doenças, para o amadurecimento dos sistemas nervoso e imunológico e também para a implantação de bons hábitos de saúde. E os pais e a sociedade não são apenas coadjuvantes nessa história.

Os filhos transformam os sonhos de uma família: nada se torna mais importante do que garantir o crescimento saudável e o desenvolvimento integral dos pequenos. Uma alimentação equilibrada, associada a muito amor, compreensão, atenção e estímulos adequados ajudam muito nessa missão.

Substituir alimentos industrializados por receitas caseiras, priorizando alimentos in natura, evita o consumo excessivo de açúcar refinado, conservantes, gorduras trans, aditivos químicos e outros ingredientes prejudiciais. Utilizar alimentos orgânicos melhora o teor nutricional das refeições e respeita o meio ambiente, evitando a contaminação do solo, da água e da vegetação.

O preparo dos alimentos pode contribuir para a inclusão de muitas cores e fibras, tornando a composição alimentar muito mais rica. Envolver as crianças nesse preparo traz inúmeros aprendizados e proporciona uma aproximação familiar muito construtiva, reforçando um vínculo enfraquecido nos dias atuais pelo excesso de tecnologia.

Pensando em tudo isso, a Escola Abra a Caixa investe na formação de um hábito alimentar saudável, incluindo os nutrientes necessários para auxiliar na aquisição das habilidades cognitivas, motoras e sócio emocionais da criança. E muitas vezes os pequenos participam desse processo: ao preparar o pão, atividade que realizam toda a semana, vivenciam muitas etapas para que um alimento simples possa ficar pronto. Saber esperar, usar das mãos para sovar a massa, dedicar carinho e tempo, perceber cada etapa da preparação… Muitas experiências que engrandecem mais do que simplesmente abrir um pacote de pão!

 
“As mãos afagam a farinha, reverenciam o grão e a terra, agradecem a força da sustentação. Colocam água, reverenciam e agradecem às nascentes as dádivas da purificação. Misturam o fermento, reverenciam o ar, agradecem seus ensinamentos de leveza e multiplicação. O sal acrescenta vigor, a manteiga, a união, e o açúcar a doçura para que se comece o pão. Amassam com amor e intenção, enquanto os elementos se unem e formam a mágica massa entre as mãos. Massa e mão descansam, desfrutam da arte da paciência e da contemplação. Novamente misturam e para que a massa presente se torne única, modelam como crianças, recheiam de ervas, frutas secas ou só de intenção. Levam ao forno, reverenciam o fogo, agradecem a transformação sagrada da massa em pão. Acolhem o pão saído do forno, sentem sua beleza, sabor e cheiro em profusão. Tornam o pão nosso de cada dia um compartilhar, íntimo ou coletivo, recheado de boa intenção.” 

Acely G. Hovelacque, em Oráculo do Pão.


Vanessa Abreu é parceira do Abra Caixa. É mãe de dois filhos, é nutricionista. É autora de dois livros infantis com temática Educação Alimentar e Amamentação.



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